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Comitê Covid-19 da UFPel recomenda que atividades acadêmicas presenciais não retornem em setembro

O Comitê interno da UFPel para acompanhamento da evolução da Covid-19, ao realizar uma avaliação do atual cenário e das projeções da pandemia, emitiu, nesta terça-feira (28), uma nota na qual recomenda que a Universidade não retome às atividades acadêmicas presenciais no período imediato após o fim do Calendário Alternativo. 


O aconselhamento é baseado nos indicadores do estágio em que a pandemia encontra-se no país, cujos dados demonstram que os números de infecções e de óbitos continuam em um nível muito elevado na maior parte do Brasil, em especial no Rio Grande do Sul e em Pelotas, onde há aumento de casos. 


Conforme o Calendário Alternativo, aprovado 22 de maio pelo Conselho Coordenador do Ensino, da Pesquisa e da Extensão (Cocepe), as atividades remotas terão fim no dia 12 de setembro. No entanto, segundo a nota, a análise conduzida pela Equipe Científica de acompanhamento da pandemia na UFPel alerta para o pico da Covid-19 no mesmo mês. 


De acordo com a presidente da ADUFPel, Celeste Pereira, não há possibilidade de um retorno seguro: “Enquanto não houver testagem em massa, não houver vacina e a Organização Mundial da Saúde não assegurar que a pandemia está sob controle, é de imensa irresponsabilidade pensar em um retorno próximo às aulas presenciais”, afirma. 


A nota pode ser lida na íntegra abaixo:


Nota técnica sobre o retorno das atividades acadêmicas presenciais na UFPel


Pelotas, 27 de julho de 2020


O Comitê UFPel Covid-19, a partir de avaliação do cenário atual e de projeções da progressão da pandemia em nível local, não recomenda que a UFPel retorne às atividades acadêmicas presenciais no período imediato após o fim do calendário alternativo vigente.


A recomendação se baseia nos indicadores sobre o estágio da pandemia no Brasil. Os dados mostram que o número de infecções e de óbitos pelo novo coronavírus continua em patamar muito elevado na maior parte do país, sem uma perspectiva concreta de redução.


Não é diferente no estado do Rio Grande do Sul, onde algumas regiões estão sob bandeira vermelha no programa de distanciamento controlado aplicado pelo Governo Estadual, incluindo a cidade de Pelotas, com número crescente de novos casos e de óbitos pela COVID-19.


Além disso, a análise conduzida pela Equipe Científica de acompanhamento da pandemia na UFPel aponta para meados de setembro o pico da COVID-19 em nossa cidade, com possibilidade de esgotamento dos leitos de enfermaria e de UTI disponíveis. Destaca-se ainda que Pelotas tem recebido a demanda de hospitalização de pacientes oriundos de outros municípios, tanto de sua macrorregião quanto de outras regiões do Estado. Segundo o Boletim Informativo da Prefeitura Municipal do dia 26 de julho, 46% dos pacientes em UTI já eram de outras localidades.


Assinale-se também que uma parte significativa dos estudantes da UFPel é oriunda de outras cidades do estado e do país, algumas das quais enfrentam forte crescimento de casos de COVID-19.


Por fim, se faz necessário considerar as dificuldades estruturais para oferecer condições de biossegurança adequadas para o retorno às aulas presenciais, como salas e ambientes arejados, higienização frequente dos espaços e distanciamento social mínimo necessário, de forma a garantir a segurança dos docentes, técnicos e estudantes, especialmente daqueles que integram os grupos de risco na pandemia.


COMITÊ INTERNO DA UFPEL PARA ACOMPANHAMENTO DA EVOLUÇÃO DA PANDEMIA DA COVID-19


Leia também: 


MEC lança diretrizes de retorno às aulas presenciais nas instituições federais 


Assessoria ADUFPel


Foto: Pixabay

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