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Intervenção do governo Bolsonaro nas reitorias se amplia

Já são sete reitorias escolhidas arbitrariamente pelo governo Jair Bolsonaro. Desrespeitando a consulta eleitoral que ocorre nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), a gestão nomeou tanto candidatos perdedores como também pessoas que sequer haviam participado do pleito. A decisão do governo fere a autonomia universitária e a tradição democrática da escolha das administrações das IFES. 


Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade do Triângulo Mineiro (UFTM), Universidade Federal do Ceará (UFC), Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) são as instituições que tiveram o processo de escolha democrática desrespeitado. 


Luta contra as intervenções

As duas últimas instituições que sofreram a intervenção do governo, UFFS e CEFET-RJ, estão em processo de luta contra a decisão autoritária. Na UFFS, estudantes ocupam a reitoria em protesto, desde o dia 29 de agosto, quando foi publicada no Diário Oficial da União a nomeação do interventor Marcelo Recktenvald, candidato derrotado na consulta democrática. “A nomeação arbitrária surgiu a partir do alinhamento com a política de desmonte do ensino público sendo contra os resultados da consulta prévia feita em maio de 2019, nos seis campi da UFFS, na qual resultou sua terceira posição na lista tríplice”, explicam os estudantes, em documento divulgado hoje. Eles também pedem que o interventor entregue sua carta de renúncia


No CEFET-RJ, estudantes realizaram uma mobilização, no dia 19 de agosto, para expulsar o interventor, Maurício Aires Vieira, que foi nomeado como diretor pró-tempore da instituição sem haver participado da consulta democrática. Vieira, que era assessor do ministro da Educação, Abraham Weintraub, chegou a deixar o local sem conseguir assumir como diretor. No entanto, ao voltar, espalhou grades pelo CEFET, além de avisos com ameaças àqueles que resistissem. 


ANDES-SN repudia intervenções

O ANDES-SN, desde a primeira nomeação de Bolsonaro denuncia e repudia as intervenções. “Mais uma vez reafirmamos nossa defesa para que a escolha do(a)s dirigentes das instituições federais se encerrem no interior da instituição, respeitando sua autonomia. Repudiamos e denunciamos o autoritarismo e a inconstitucionalidade que se expressa no decreto nº 4.877 de 2003 que fere a autonomia das instituições de ensino”, afirma, na última nota divulgada sobre o assunto. 



Assessoria ADUFPel

*com informações da página Ocupa Reitoria UFFS e DCE CEFET-RJ. Foto interna: Ricardo Cassiano/Agencia O Dia

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