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Israel fracassa ao permitir reabertura de escolas durante a pandemia e encara novo surto de coronavírus

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Foto: Dan Balilty / New York Times

Confiante de que a expansão do coronavírus estava sob controle - após as taxas de infecção caírem de mais de 750 casos por dia para menos de 100 - o governo de Israel colhe as consequências da decisão que tomou em maio, de reabertura total das escolas. 


Logo no início da pandemia, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou medidas para evitar a expansão do coronavírus, que incluíam o fechamento de restaurantes, escolas, universidades e locais de entretenimento. Porém, o governo passou a permitir, em abril, a reabertura gradual das escolas. E, em maio, o país foi um dos primeiro a autorizar a reabertura total das instituições de ensino, fechadas em 12 de março.


Decisão desastrosa

Em poucos dias, foram relatadas infecções em uma escola de Jerusalém, fazendo com que a instituição se tornasse o ponto inicial do maior surto em uma unidade de ensino em Israel e, possivelmente, no mundo. As aulas presenciais foram responsáveis por um surto que infectou dezenas de milhares de alunos, professores e parentes infectados, que tiveram de entrar em quarentena. 


Apesar do Ministério da Educação emitir instruções de segurança, de que alunos a partir da quarta série deveriam usar máscara e manter uma distância de 1,5 metro, as janelas deveriam ficar abertas, as mãos lavadas com frequência, a realidade foi outra completamente diferente. Assim como no Brasil, as salas pequenas com dezenas de crianças fizeram com que fosse impossível cumprir as regras. 


Com a chegada do calor, usar máscara em sala de aula tornou-se desumano e o governo permitiu que os estudantes usassem máscara apenas durante quatro dias por semana. Apesar de salas com ar-condicionado, a ordem era de que as janelas ficassem abertas, fazendo com que os aparelhos não dessem conta. 


Com o novo surto, o Ministério da Educação de Israel prometeu fechar as escolas que tivessem ao menos um caso de Covid-19. Foram fechadas mais de 240 instituições e 22.520 professores e alunos foram postos em quarentena. Ao final do ano letivo, em junho, o governo afirmou que 977 alunos e professores haviam sido infectados.


No Brasil, estados começam a permitir reabertura de escolas

À exemplo de Israel, que aprovou a reabertura gradual de escolas, o Brasil segue pelo mesmo caminho. Quase cinco meses após o início da pandemia, que levou ao fechamento de escolas em todo o país, nove estados e o Distrito Federal começaram a sinalizar um retorno às aulas. 


Enquanto que escolas particulares afirmam estarem prontas para a retomada das atividades com segurança, servidores e estudantes de escolas públicas temem uma possível retomada das atividades presenciais. 


“Caso haja uma reabertura das escolas e universidades no Brasil, iremos caminhar em direção a uma situação semelhante ou até mesmo pior do que Israel. A falta de investimentos em educação colocaram as instituições de ensino público em uma situação de extrema precariedade. Não há condição de seguir qualquer medida de segurança nas escolas públicas brasileiras que encontram-se superlotadas”, salienta a presidente da ADUFPel, Celeste Pereira. 


Assessoria ADUFPel com informações de O Globo

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