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Trabalhadores da Eletrobras entram em greve por tempo indeterminado

Os trabalhadores da Eletrobras estão em greve por tempo indeterminado desde a segunda-feira (17). A paralisação ocorre em protesto ao reajuste abusivo no plano de saúde, cuja contribuição irá aumentar de 10% para 40%. Além disso, os eletricitários e eletricitárias também mobilizam-se contra a coação e o assédio que vêm sofrendo em Furnas, as demissões na categoria e a privatização da companhia.


Para os trabalhadores, os ataques à categoria, bem como os desdobramentos que atingem o povo estão atrelados ao processo acelerado de privatização da empresa e à necessidade de cumprir os prazos estabelecidos no plano de venda da Eletrobras.


Em comunicado, eles denunciam a atitude criminosa da direção da empresa, especialmente contra aqueles que atuam em home-office. "Parece que Furnas virou o laboratório do medo e da coação. A vanguarda do atraso. Não existe uma greve que não seja precedida de terrorismo direto nos emails da força de trabalho. E com o teletrabalho isso só se agravou. Diretores covardes, submissos às imposições da holding, passaram a dar ordem aos superintendentes e gerentes para estabeleceram o caos, a insegurança e o medo nos grupos de whatsapp dos departamentos com ameaças e intimidações aos movimentos grevistas ou a qualquer resistência”, afirma a publicação.


Desde o início da semana, as bases do Rio de Janeiro, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiá, Minas Gerais e São Paulo demonstram seu apoio à luta com faixas em piquetes nas entradas dos locais de trabalho.


Em nota, a Aeel (Associação dos Empregados da Eletrobras) convocou todos os para a luta. “(…) Contamos com a conscientização e com a participação de todos! Essa é a hora da nossa união por um objetivo maior! É preciso que todos que estiverem trabalhando de casa se recusem a atender telefone e a ligar o computador. Não respondam nem mesmo chats de conversas de aplicativos! E não aceite pressão dos gerentes! Em caso de coação, procure as entidades sindicais! O direito de greve está na Constituição Federal”.


A Aeel também afirmou que a precarização do trabalho na Eletrobras e a perda de direitos é apenas o início de um processo que pode levar a demissões e a consequente queda na qualidade dos serviços prestados à população.


“(…) o único objetivo de pagar mais dividendos e enriquecer os acionistas privados, ou seja, com o interesse de transferir renda do trabalhador e da população para os banqueiros e grandes empresários! Mas é exatamente para defender a empresa, a população brasileira e nossos empregos que queremos atrapalhar os planos deles”, explica o comunicado.


O processo de privatização

A Eletrobras foi fundada em 1962 como uma estatal com a responsabilidade de administrar a geração, a transmissão e a distribuição de energia no Brasil. Em 2021, o caminho para a desestatização foi aberto pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que sancionou uma Medida Provisória permitindo a privatização da maior empresa de energia elétrica da América Latina. 


No início de janeiro, o governo federal, o BNDES e a Eletrobras apresentaram, em audiência pública, detalhes da privatização da companhia, que deverá acontecer por meio de uma oferta de ações na bolsa de valores. O pedido de registro de oferta pública global de ações está previsto para ser protocolcado no 2º trimestre, mas o processo ainda aguarda aval do Tribunal de Contas da União (TCU). A expectativa atual do governo é que resulte em cerca de R$ 67 bilhões.


Fonte: CSP-Conlutas, com edição e inclusão de informações de Assessoria ADUFPel


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