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Notícia

Em Assembleia da ADUFPel, docentes avaliam campanha salarial e próximos passos da mobilização

A contraproposta de reajuste salarial das e dos servidores públicos federais e a mobilização da categoria frente a isso foi pauta central da Assembleia Geral (AG) da ADUFPel-SSind, realizada na última sexta-feira (16). Docentes também deliberaram sobre questões que serão tratadas no 42º Congresso do ANDES-SN, que acontece de 26 de fevereiro a 1ª de março em Fortaleza (CE). 


O presidente da ADUFPel, Carlos Mauch, deu início à discussão sobre o reajuste ao comentar os encaminhamentos da última reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) do ANDES-SN, realizada no dia 27 de janeiro, em Brasília (DF), na qual representantes das seções sindicais decidiram rechaçar a proposta de reajuste salarial de 0% para 2024, apresentada pelo governo federal no final de dezembro do ano passado.


Greve no horizonte 

Diante de tantas perdas históricas e da previsão de reajuste zero para 2024, Mauch reforçou que motivos não faltam para engrossar a mobilização neste momento, apontando para a construção de uma possível greve, cuja motivação já foi manifestada na reunião do Setor. 


“A greve está colocada no horizonte se o governo não atender, minimamente, algumas coisas. E tem outras pautas muito graves que estão sobre a mesa, que é a PEC 32. Até agora ela não andou porque houve mobilização em plena pandemia para que ela não fosse votada e, naquele momento, houve recuo, mas ela permanece na agenda e é uma mudança brutal no serviço público”, ressaltou. 


O presidente da ADUFPel frisou que a resistência precisa vir da classe trabalhadora. “Há uma disputa colocada e quem está ganhando é quem tem poder econômico. (...) Historicamente, as conquistas foram  garantidas com mobilização. Nós não vamos ganhar nada na nossa carreira se nós não nos mobilizarmos”. 


Por isso, tanto Mauch quanto os demais docentes presentes na Assembleia, indicaram ser fundamental a realização de atividades para dar visibilidade às reivindicações da categoria. Dessa forma, aprovaram os seguintes encaminhamentos:


1. Continuar lutando pela equiparação de benefícios ainda em 2024 e, caso não for possível essa equiparação neste ano, aceitar o que foi proposto neste processo de negociação, apontando o horizonte de quando esta equiparação possa se efetivar, sem dissociar da recomposição;

2. Recomposição salarial: consensual (rejeitar a proposta do governo de reajuste zero para 2024), não abrir mão das perdas históricas (2010 pra cá);

3. Continuar fazendo unidade na bancada sindical;

4. Não aceitar nenhuma proposta que exclua os aposentados;

5. Propostas dos percentuais 5.1. Aceitar a proposta construída em unidade com Fonasefe, Fonacate e Centrais Sindicais. No entanto, dar continuidade à luta pela reestruturação da carreira;

6. Proposta de rejeitar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32 e Instrução Normativa (IN) 94, Insalubridade, etc.;

7. Revogação das IN sobre as Progressões (Progressões múltiplas e retroatividade);

8. Reforçar a questão do fim da contribuição dos aposentados e pensionistas. 


Mobilizações 

A AG também deliberou pela participação no Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Carreira e da Educação Pública, em 22 de fevereiro, fortalecendo atos conjuntos com as demais entidades da educação, tendo como horizonte a construção da greve. Junto a isso, ampliar o trabalho de base para essa construção. Na mesma data, ocorre a reunião, a partir das 9h, da terceira rodada da Mesa Específica/Temporária de Negociação no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para tratar da reestruturação da carreira dos servidores docentes e técnicos administrativos da Educação.


Continuar a divulgação e envio de materiais sobre a campanha salarial e perdas dos aposentados e indicar possibilidade de construção de um acampamento dos/as aposentados/as em Brasília, com demais entidades.


Além disso, darão continuidade aos encaminhamentos da assembleia anterior, realizada em 29 de novembro: seguir a luta e a mobilização mostrando a força do movimento e o fortalecimento do ANDES-SN enquanto representante legítimo da categoria e participando de atividades de mobilização em Brasília e locais, apontando para a construção da greve da educação a partir de março.


Calendário

22 de fevereiro - Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Carreira e da Educação Pública

O ANDES-SN estará presente e aguarda receber a resposta sobre a reestruturação da carreira. Este será um dia de mobilização nacional da categoria com ações conjuntas ao Sinasefe e à Fasubra. 


26 de fevereiro de 2024 - Live do Fonasefe


Realizada a partir das 19h, no canal do YouTube do Fonasefe, abordará o detalhamento da contraproposta da bancada sindical e a discussão sobre a existência de recursos para que o governo atenda às necessidades dos/as servidores/as federais. 


28 de fevereiro de 2024 - Reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP)


Às 14h30, no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte, em Brasília. Nessa reunião, o ANDES-SN espera que o governo responda sobre a contraproposta

apresentada pela bancada sindical, protocolada no dia 31 de janeiro de 2024 


Deliberações para o 42º Congresso do ANDES-SN

A Assembleia encerrou-se após o debate do segundo ponto de pauta, que deliberou sobre questões a serem levadas para discussão no 42º Congresso do ANDES-SN, como campanha salarial, calendário de lutas, construção da greve e do IV Encontro Nacional de Educação (ENE), carreira, adicional de zona de fronteira e Texto de Resolução (TR) submetido pela diretoria da ADUFPel. Confira aqui o Caderno de Textos. 


Assessoria de Imprensa ADUFPel 

Foto: Assessoria de Imprensa ADUFPel 


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