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Notí­cia

Conselho Universitário da UFPel rejeita o Future-se

O Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) aprovou, na manhã desta quinta-feira (19), a rejeição ao programa Future-se, apresentado pelo Ministério da Educação em julho deste ano. Dessa forma, a Universidade soma-se às demais 24 instituições federais de ensino superior que já posicionaram-se sobre o projeto. Os membros do Conselho discutiram e aprovaram, com modificações, uma nota de rejeição apresentada pela reitoria.


A deliberação da instância máxima da Universidade representa a vitória da mobilização da comunidade universitária. Nos últimos meses, foram realizados debates e assembleias nas unidades acadêmicas para o fortalecimento de ações contra o programa. O Future-se, inclusive, foi incluído na pauta desta reunião do Conselho por solicitação das três categorias (docentes, técnico-administrativos e discentes), que já posicionaram-se contrárias ao projeto do governo e indicaram, de forma unânime, a necessidade de um posicionamento imediato do órgão. Além disso, no dia 17, a diretoria da ADUFPel-SSind encaminhou uma carta aos conselheiros e conselheiras solicitando a manifestação contrária.  


“A decisão pela rejeição do programa Future-se foi fundamental neste momento e repercute o debate intenso realizado pela comunidade acadêmica, em defesa da universidade pública, gratuita, laica e socialmente referenciada. Agora, somos mais uma universidade no contexto nacional a dizer não a uma proposta que rompe com a autonomia universitária e tenta implementar um projeto mercantil nas instituições federais de ensino”, avalia a presidenta da ADUFPel-SSind, Celeste Pereira. 


A reunião do Consun foi acompanhada por diretores da ADUFPel-SSind, entre eles Celeste Pereira, que manifestou-se antes dos conselheiros. A docente ressaltou a importância do espaço para tratar de um tema importante e que tem mobilizado a todos e todas. Com base nos debates realizados na Universidade, ressaltou alguns elementos. “Primeiramente, é um projeto construído sem a participação da comunidade interessada, de forma absolutamente aligeirada e, na nossa compreensão, aligeirada propositalmente porque é um texto muito sintético, mal construído, inclusive, e que abre espaço para várias questões serem embutidas, na medida em que ele não aponta com clareza os seus objetivos”.


Pereira também salientou que os debates nas unidades acadêmicas resultaram no apontamento de questões consideradas “grosseiramente ruins”, como: “a questão da autonomia universitária, do ataque à carreira dos servidores públicos, da ignorância a respeito dos servidores técnico-administrativos, da forma como trata a questão do ensino e da extensão e a financeirização da universidade, o que para nós aponta para uma visão de um modelo de educação que é oposto ao que defendemos”. 


Confira abaixo a nota do Consun: